“Fratelli Tutti”, a nova Carta Encíclica social do Papa Francisco

Chegou a nova Carta Encíclica do Papa Francisco: Fratelli Tutti! Com tradução oficial da CNBB para o português brasileiro, o novo Documento de oito capítulos é destinado a todos irmãos e irmãs, com o objetivo de transmitir uma mensagem universal, promovendo a “fraternidade” e a “amizade social”.

Assinada no dia 3 de outubro, a terceira Encíclica do Santo Padre é inspirada em São Francisco de Assis. O Papa Francisco quer falar verdadeiramente ao coração de cada pessoa, de cada religião, de cada cultura, reafirmando com vigor o “não!” à guerra e à globalização da indiferença, especialmente, mas não somente, neste momento de pandemia.

Quais são os grandes ideais, desafios, mas também os caminhos concretos para aqueles que querem construir um mundo justo e fraterno nas suas relações cotidianas, na vida social, na cultura, na política e nas instituições? A resposta para essas e outras perguntas podemos encontrar na nova Encíclica do Papa Francisco: Fratelli Tutti.

O Papa a define como uma “Encíclica Social”, cujo título faz referência às “Admoestações” de São Francisco de Assis, que usava essas palavras “para se dirigir a todos os irmãos e irmãs e lhes propor uma forma de vida com sabor do Evangelho”.

A Nova Carta Encíclica do Papa Francisco: Fratelli Tutti, desenvolve-se em oito capítulos, como segue:

1 – “As sombras de um mundo fechado”

O primeiro capítulo da Encíclica aborda muitas distorções da contemporaneidade: a manipulação e a deformação de conceitos como democracia, liberdade, justiça; o egoísmo e a falta de interesse pelo bem comum.

2 – “Um estranho no caminho”

Papa Francisco faz uso da figura do Bom Samaritano neste segundo capítulo, aquele que ama o próximo como a si mesmo. “Tudo, pois, quanto quereis que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7,12).

3 – “Pensar e gerar um mundo aberto”

Neste capítulo, o Papa Francisco exorta a “sair de si mesmo” para encontrar nos outros, a partir da intimidade de cada coração, o amor que cria vínculos e amplia a existência de cada um. O Santo Padre afirma: “Mas não posso reduzir a minha vida à relação com um pequeno grupo, nem mesmo com minha própria família, porque é impossível compreender a mim mesmo sem uma teia mais ampla de relações: e não só as do momento atual, mas também as relações dos anos anteriores que me foram configurando ao longo da vida”.

O sentido da solidariedade e da fraternidade nasce nas famílias, que devem ser protegidas e respeitadas em sua “missão educativa primária e imprescindível, em uma dimensão universal”.

4 – “Um coração aberto ao mundo inteiro”

Neste capítulo, o Santo Padre aborda a ética das relações internacionais, a fim de promover um mundo sem fronteiras. “Não se trata de impor do alto programas assistenciais, mas de percorrer unidos um caminho por meio de ações concretas, para construir cidades e países que, mesmo conservando as respectivas identidades culturais e religiosas, estejam abertos às diferenças e saibam valorizá-las em nome da fraternidade humana”.

5 – “A melhor política”

O tema do quinto capítulo da nova Encíclica Papal enfatiza que a política social representa uma das formas mais preciosas de caridade, porque está a serviço do bem comum e conhece a importância do povo, entendido como uma categoria aberta à contraposição e ao diálogo.

Papa Francisco afirma que: “Para se tornar possível o desenvolvimento de uma comunidade mundial capaz de realizar a fraternidade a partir de povos e nações que vivam a amizade social, é necessária a política melhor, a política colocada a serviço do verdadeiro bem comum. Mas hoje, infelizmente, muitas vezes, a política assume formas que dificultam o caminho para um mundo diferente”.

6 – “Diálogo e amizade social”

Este capítulo aborda o conceito de vida como “a arte do encontro” com todos, porque “de todos se pode aprender alguma coisa, ninguém é inútil, ninguém é supérfluo”, diz o Papa Francisco. O Santo Padre afirma também que, para um país crescer por meio do diálogo, é necessário “Aproximar-se, expressar-se, ouvir-se, olhar-se, conhecer-se, esforçar-se por entender-se, procurar pontos de contato” para, assim, criarmos uma nova cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e familiar e cultura dos meios de comunicação.

7 – “Percursos de um novo encontro”

O Santo Padre reflete sobre o valor e a promoção da paz “proativa”, que visa formar uma sociedade baseada no serviço aos outros e na busca da reconciliação e do desenvolvimento mútuo. A paz é uma “arte” em que cada um deve desempenhar o seu papel e sua tarefa nunca terminam. Parte do sétimo capítulo se detém, então, sobre a guerra: “uma ameaça constante” que representa a “negação de todos os direitos”, “o fracasso da política e da humanidade”, “a vergonhosa rendição às forças do mal”.

8 – “As religiões a serviço da fraternidade no mundo”

O Papa Francisco enfatiza, no início do oitavo e último capítulo, que “tornar Deus presente é um bem para as nossas sociedades”. Sendo assim, o Santo Padre conclui sua Carta Encíclica reafirmando o compromisso das religiões do mundo todo em promover a unidade e a fraternidade entre os povos, sem distinções.

“As várias religiões, ao partir do reconhecimento do valor de cada pessoa humana como criatura chamada a ser filho ou filha de Deus, oferecem uma preciosa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade. O diálogo entre pessoas de diferentes religiões não se faz apenas por diplomacia, amabilidade ou tolerância. Como ensinaram os bispos da Índia, “o objetivo do diálogo é estabelecer amizade, paz, harmonia e partilhar valores e experiências morais e espirituais em espírito de verdade e amor”, ponderou Papa Francisco.

O Pontífice reitera que o terrorismo não se deve à religião, mas a interpretações erradas de textos religiosos, bem como as políticas de fome, pobreza, injustiça e opressão. Um caminho de paz entre a religiões é, portanto, possível.

Onde adquirir a nova Carta Encíclica do Papa Francisco: Fratelli Tutti

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com informações: Carta Encíclica Fratelli Tutti

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